“Qualificações e emprego: o que (vou) fazer no digital?”

O Fórum “Futurália 2019” procurou responder a um conjunto de interrogações que atualmente se colocam com considerável pertinência e que porventura ganharão ainda maior acuidade no futuro próximo, por força dos desenvolvimentos subjacentes à nova vaga de inovações que perpassa toda a economia, em particular a vida empresarial, e de um modo geral, toda a sociedade.

Neste contexto, o Fórum Futurália 2019” pretendeu confrontar os desafios e oportunidades da digitalização generalizada da economia, vulgo indústria 4.0, com as exigências e necessidades que se colocam em matéria de gestão dos talentos, das qualificações e competências, de emprego e empregabilidade, de novas formas de trabalho, de novos métodos de ensino e aprendizagem, e de novas formas de organização das empresas.

Assim, os 3 painéis suscitaram um vasto conjunto de interrogações que foram debatidas

A revolução digital em curso altera o tempo e o modo como as pessoas e as organizações pensam, aprendem, trabalham, competem e cooperam, conferindo relevância acrescida ao posicionamento nas redes de conhecimento relacionadas com a educação, formação, ciência e tecnologia.  Sendo certo que a transformação digital generalizada é incontornável, não é menos verdade que apresenta um eixo de grande vulnerabilidade que é a cibersegurança, estando no topo das preocupações de todos (o que faz dessa área uma das mais dinâmicas na geração de emprego altamente qualificado nas próximas décadas).

Releva-se também a ampliação das capacidades humanas através da utilização de auxiliares em interação cognitiva (assistentes pessoais e sistemas peritos em atividades intensivas em conhecimento, onde se incluem também o “machine learning”, e o “deep learning”) associados aos avanços nos algoritmos e nos desenvolvimentos da “inteligência artificial”.  Emergem também formas cooperativas de interação entre humanos e robots. Aprender, trabalhar, inovar, competir e cooperar, requerem qualificações e competências mais elevadas, nomeadamente digitais “tech Skills” e “soft skills”, ou cada vez mais a combinação entre ambas, fazendo apelo a parcerias orientadas para a qualificação e o emprego, no âmbito das quais as competências possam ser valorizadas, promovidas e monitorizadas.

Os desafios relacionados com o trabalho e o emprego do futuro, com características interdisciplinares crescentes, associados aos novos recursos e funcionalidades decorrentes da atual geração de tecnologias digitais, colocam novas exigências e desafios à “escola”, confrontando-a com a sua compartimentação disciplinar, as suas grelhas curriculares, por vezes pouco permeáveis ao diálogo entre os saberes. Apesar disso, novas experiências curriculares e novas abordagens a nível do ensino e da aprendizagem estão a emergir e a afirmar-se, centrando a educação e a formação no aluno e no formando. Mobilizar os professores e formadores e, bem assim, os poderes e instituições públicas e privadas e sociais que a este propósito têm um papel catalisador importante. É este trabalho conjunto que permite superar gaps de “competências digitais” e de “métodos de ensino” na era da transformação digital.

ORADORES FORUM FUTURÁLIA

  • Eduardo Marçal Grilo
    Presidente do Conselho Estratégico da Futurália
  • André Rodrigues
    Cisco Portugal
  • António Manzoni
    AECOPS
  • Carla Morais
    Universidade do Porto
  • Etelberto Lopes da Costa
    Futurália
  • Eugénia Pires
    CoLABOR
  • Jorge Teixeira
    Escola Secundária Dr. Júlio Martins
  • José Manuel Félix Ribeiro
    Fundação Calouste Gulbenkian
  • Luís Miguel Pires
    INETE
  • MargaridaSegard
    Instituto de Soldadura e Qualidade
  • Mário Figueiredo
    Instituto Superior Técnico
  • Paula Ochoa
    Universidade Nova de Lisboa
  • Pedro Bem-Haja
    Universidade de Aveiro
  • Pedro Mendonça
    Centro Nacional de Cibersegurança
  • Reginaldo Rodrigues de Almeida
    Universidade Autónoma de Lisboa
  • Tomás Caeiro
    Fundador da City Check
2020-01-18T13:35:35+00:00